Os gestos, grandes ou pequenos, recorrentes ou únicos, simples ou sofisticados, são os responsáveis pela imagem que projectamos nos outros. Vistos à transparência são estes que constroem a nossa felicidade, ou a comprometem... uma e outra vez!
Segunda-feira, 24 de Março de 2008
Fragilidade

 

                   "Quita-merendas" imagem captada em: Rocalva, Gerês, 2008

 

 

Soubesse eu interpretar a subtileza dos teus sinais
esparsos,
contidos,
resguardados!... 
 

                                  (Maria Carvalhosa)

.

A fragilidade é um conceito curioso. Quem de nós, não foi já enternecido pela fragilidade de uma criança, de um jovem animal, de uma flor ou mesmo de um qualquer ser vivo em apuros? Em boa verdade, já vi defender a tese de que o instinto de protecção “inscrito” nos nossos genes, justifica em boa medida a felicidade que sentimos, a proteger quem nos parece frágil. Algumas actividades como o voluntariado, o mecenato ou os simples donativos para as ONG's parecem apontar para aí…

Contudo, nas flores, a aparente fragilidade não passa, muitas vezes, de um elaborado estratagema para assegurar a viabilidade e a proliferação da espécie. Nos animais e plantas que por aqui proliferam, a utilização daqueles esquemas pode ser negligenciada, pela inocuidade e assim, a fragilidade, pode ser admirada sem grandes riscos.

Na espécie humana, não raras vezes, a fragilidade evidenciada, mascara uma elaborada engenharia para conseguir de forma mais fácil objectivos bem menos “frágeis”. A inocência e a fragilidade são muitas vezes deliberadamente associadas à imagem pública de personalidades importantes e a políticos, cuja fragilidade me faz lembrar a do “Gengis Khan“. Mas isso já todos sabemos! E ainda assim, deixamos que nos embalem…

Nesta sociedade em que “vale tudo”, é cada vez mais importante estar atento àquilo que de facto são fragilidades, para podermos distinguir gestos autênticos, de gestos pouco diáfanos.



publicado por jmm às 13:14
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1 comentário:
De maria carvalhosa a 25 de Março de 2008 às 04:18
Boas-vindas, amigo. Que o teu espaço venha a ser, para ti, tal como o meu tem sido para mim, um lugar de bem-estar e desinibição, onde recebes os visitantes e amigos e de onde partes para as casas deles, com serenidade e o gosto pelo convívio são e enriquecedor que aqui encontras!
Felicidades!
Um beijo.
maria carvalhosa


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